Mensagem com Fé

Santos Félix e Adauto, mártires

Festa em 30 de agosto.

Quem foi

O Martirológio Romano abre o dia 30 de agosto com eles, no primeiro elogio da página. O texto, em português de Portugal, é curto e vale inteiro: "Em Roma, no cemitério de Comodila, junto à Via Ostiense, os santos mártires Félix e Adauto, que juntos deram inquebrantável testemunho da sua fé em Cristo e juntos entraram vitoriosos no Céu." A data que o elogio registra é "† c. 304". É tudo o que o Martirológio diz — nem de onde vieram, nem quem eram antes, nem como morreram.

O que as fontes acrescentam ao elogio

O Vatican News, cuja página do dia 30 de agosto não traz texto além do próprio título, nomeia a memória assim: "SS. Félix sacerdote, e Adauto, mártires, na via Ostiense". É de lá que vem o único dado sobre a condição de Félix. Já o Santuário Nacional de Aparecida narra, apresentando o relato como o que "estas narrativas" contam, que Félix era um sacerdote romano preso sob Diocleciano e condenado à morte por não renunciar à fé; que, a caminho da execução, um homem desconhecido se declarou cristão e foi levado com ele; e que, como ninguém sabia dizer quem era, ele ficou sendo chamado apenas de Adauto, "que significa adjunto, aquele que recebeu junto com Félix a coroa do martírio".

O cemitério de Comodila

O lugar do sepultamento existe e é visitável. A Pontifícia Comissão de Arqueologia Sacra descreve a catacumba de Comodila na Via delle Sette Chiese, não longe da basílica de São Paulo Fora dos Muros, na Via Ostiense, e diz que o nome vem, com toda a probabilidade, da matrona romana que doou o terreno para a construção do cemitério. Foi ali que se acolheram os restos dos dois mártires. O Vatican News acrescenta que o sistema subterrâneo se desenvolve em três níveis abertos numa antiga pedreira de pozolana, e que as sepulturas dos mártires estão ali desde o século IV.

A basílica subterrânea e a Madonna di Turtura

Os túmulos viraram o centro monumental do complexo. A Comissão registra que a basílica subterrânea já fora arranjada por Dâmaso (366-384) e Sirício (384-399), e ficou melhor definida no pontificado de João I (523-526), conforme uma passagem do Liber Pontificalis. É a esse edifício que pertence o afresco mais célebre do lugar, a chamada Madonna di Turtura: a Mãe de Deus com o Menino no colo, sentada num suntuoso trono gemado, ladeada por Félix e Adauto — e é Adauto quem apresenta a anciã defunta diante da Virgem. O Vatican News registra que o lugar se tornou meta de peregrinações e objeto de restauros papais até o século IX.

Perdida, e reencontrada em 1903

A Pontifícia Comissão de Arqueologia Sacra data a descoberta das catacumbas de Comodila em 11 de dezembro de 1903, e conta qual foi a faísca: o achado da pintura de Santa Merita, pertencente ao afresco da Traditio clavium, foi o que deu início à redescoberta do complexo inteiro. Na mesma basílica se conserva, segundo o Vatican News, uma das mais antigas inscrições em língua vulgar que se conhecem — o grafito "Non dicere ille secrita a bboce", isto é, "não digas em voz alta as orações secretas".

Os afrescos restaurados, em 2025

Em 16 de outubro de 2025, no Parque de Comodila, foi apresentado o restauro da basílica subterrânea dos santos Félix e Adauto e do cubículo de Leão, promovido pela Fundação Heydar Aliyev e pela Pontifícia Comissão de Arqueologia Sacra. Com a limpeza, voltaram a ser legíveis a figuração dos dois mártires e a cena da Traditio Clavium, na qual Cristo, sentado sobre o globo e cercado pelos apóstolos Pedro e Paulo e pelos santos Estêvão, Félix e Adauto, entrega as chaves a Pedro. Ao lado deles aparece a mártir Merita, única figura conservada por inteiro.

Morte:
O Martirológio Romano situa o martírio por volta de 304; a Pontifícia Comissão de Arqueologia Sacra o situa no início do século IV, ao tempo do imperador Diocleciano

Padroado

Perguntas frequentes

Quem foram os Santos Félix e Adauto?

Dois mártires de Roma. O Martirológio Romano diz apenas que eles "juntos deram inquebrantável testemunho da sua fé em Cristo e juntos entraram vitoriosos no Céu", por volta de 304, e que foram sepultados no cemitério de Comodila, junto à Via Ostiense.

Por que Adauto é chamado só por esse nome?

Segundo o Santuário Nacional de Aparecida, ninguém sabia dizer quem era o homem que se declarou cristão a caminho da execução de Félix, e por isso ele ficou sendo chamado apenas de Adauto, "que significa adjunto, aquele que recebeu junto com Félix a coroa do martírio".

Onde ficam os túmulos dos Santos Félix e Adauto?

Na catacumba de Comodila, na Via delle Sette Chiese, em Roma, não longe da basílica de São Paulo Fora dos Muros. A Pontifícia Comissão de Arqueologia Sacra diz que o nome do cemitério vem, com toda a probabilidade, da matrona romana que doou o terreno.

Quando as catacumbas de Comodila foram descobertas?

Em 11 de dezembro de 1903, segundo a Pontifícia Comissão de Arqueologia Sacra. O achado da pintura de Santa Merita, do afresco da Traditio clavium, foi o que deu início à redescoberta do complexo inteiro.

De que os Santos Félix e Adauto são padroeiros?

O Santuário Nacional de Aparecida diz que eles são considerados padroeiros dos perseguidos por causa da fé. O Martirológio Romano e a Pontifícia Comissão de Arqueologia Sacra não registram padroado.

O que mostram os afrescos restaurados em 2025?

A figuração dos dois mártires e a cena da Traditio Clavium, na qual Cristo, sentado sobre o globo e cercado por Pedro, Paulo, Estêvão, Félix e Adauto, entrega as chaves a Pedro. Ao lado aparece a mártir Merita, única figura conservada por inteiro.

Fontes

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