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um pequeno lápis nas mãos do Senhor
— Santa Teresa de Calcutá
Vatican News — Santa Madre Teresa de Calcutá (santo do dia, 5 de setembro)
Festa em 5 de setembro.
O elogio que o Martirológio Romano dedica ao dia 5 de setembro resume esta vida numa frase só: em Calcutá, na Índia, Santa Teresa (Inês Gonhxa Bojaxhiu), virgem, natural da Albânia, "apagou a sede de Cristo abandonado na cruz assistindo com exímia caridade os irmãos mais pobres" e fundou as Congregações das Missionárias e dos Missionários da Caridade, "destinadas inteiramente ao serviço dos enfermos e dos abandonados". A marca de morte que fecha o elogio é 1997 — e é a data da morte, não a do nascimento nem a da canonização, que a Igreja escolheu para celebrá-la.
O Vatican News conta que ela nasceu numa família albanesa, em Skopje, no dia 26 de agosto de 1910, e foi batizada com o nome de Gonxha Agnes. Os pais a acostumaram desde pequena a viver louvando ao Senhor e ajudando os mais necessitados, e aos dezoito anos ela escolheu ser missionária. Em setembro de 1928 deixou a casa e entrou para o Instituto da Bem-aventurada Virgem Maria, em Dublin, onde recebeu o nome de Maria Teresa. No ano seguinte foi para a Índia, onde por quase vinte anos viveu feliz numa escola da própria Congregação, lecionando aos jovens ricos da região. O decreto de 2025, também publicado pelo Vatican News, nomeia o mesmo instituto de outro modo — "as Irmãs de Loreto" — e data em 1929 o começo da missão dela em Calcutá.
Em 10 de setembro de 1946 aconteceu o que Madre Teresa definia como a sua "chamada na chamada". Naquele dia, segundo o Vatican News, Jesus revela-lhe a tristeza pela indiferença e o desprezo dos pobres e pede à religiosa para ser o reflexo da sua Misericórdia: "Venha, seja minha luz. Não posso caminhar sozinho". O decreto do Dicastério para o Culto Divino diz a mesma coisa por outra imagem: o grito de Jesus na cruz, "Tenho sede" (Jo 19, 28), penetrou no mais profundo da alma de Teresa, e por isso ela dedicou a vida inteira a saciar a sede de Jesus Cristo "de amor e de almas, servindo-o entre os mais pobres dos pobres".
Vinte anos antes ela deixara a casa; agora deixa o instituto. Madre Teresa funda as Missionárias da Caridade, veste o sári indiano e começa a nova missão entre os últimos de Calcutá — os descartados, aqueles que "não são queridos, não amados, não cuidados". Logo se unem a ela as suas ex-alunas. Sobre as datas, as duas páginas do Vatican News dizem coisas ligeiramente diferentes, e este perfil registra as duas: a do santo do dia fala de uma Congregação "reconhecida, em 1950, pelo arcebispo de Calcutá e, em 1965, por Paulo VI"; a do decreto diz que foi em 1950 que ela fundou a Congregação das Missionárias da Caridade, que hoje conta mais de seis mil irmãs atuando em 130 países.
Em poucos anos a Congregação difundiu-se por todas as partes do mundo onde os pobres precisam de ajuda e, sobretudo, de amor: abriram-se casas na África e na América Latina, mas também nos países comunistas e até na União Soviética. A figura dela ficou cada vez mais popular em nível mundial — e, quando lhe perguntavam qual era o "segredo do seu sucesso", respondia com uma palavra: "Rezo".
Em 26 de outubro de 1985, o Secretário-geral da ONU, Pérez de Cuéllar, apresentou-a à Assembleia geral das Nações Unidas com uma frase: "Apresentou-lhes a mulher mais poderosa do mundo!". O Vatican News registra que a pequena Irmã, vestida com o sári branco de bordas azuis, sentiu-se incomodada com a ênfase, porque gostava de definir-se simplesmente como "um pequeno lápis nas mãos do Senhor". Seis anos antes, em 1979, recebera o Prêmio Nobel da Paz — e pediu que a renda do prêmio fosse doada aos pobres da Índia.
Sempre pronta a inclinar-se diante dos pobres e necessitados, Madre Teresa dedicou-se com todas as forças à defesa da vida nascente. No discurso do Prêmio Nobel da Paz, em 1979, disse — na transcrição do Vatican News — que o maior destruidor da paz é o aborto, e frisou: "A vida das crianças e dos adultos é sempre a mesma vida. Toda existência é a vida de Deus em nós".
Ela foi estimada profundamente por Paulo VI, que, ao término da viagem dele à Índia, deu de presente aos "seus pobres" dela o próprio papamóvel. Com João Paulo II teve uma relação fraterna: o Vatican News lembra a visita do Papa polonês à casa dela em Calcutá, onde a Madre acolhia os moribundos, e registra que foi ele quem quis a presença das Missionárias da Caridade no Vaticano, numa estrutura denominada "Dom de Maria".
Nos últimos anos da vida, apesar da enfermidade e da "noite escura do espírito", ela não poupou esforços e continuou a se dedicar, incessantemente, às necessidades dos que mais precisavam. Madre Teresa faleceu no dia 5 de setembro de 1997, na sua Calcutá. Naquele instante, diz o Vatican News, as Irmãs dela estavam presentes em 610 casas de missão, espalhadas em 123 países do mundo — e ela costumava dizer: "Talvez eu não saiba falar a sua língua, mas posso sorrir".
A cura que abriu caminho para a canonização aconteceu no Brasil. Segundo a ACI Digital, o brasileiro Marcilio Haddad Andrino, nascido na cidade de Santos, foi curado inexplicavelmente em dezembro de 2008 de uma infecção bacteriana no cérebro que lhe causou oito abscessos cerebrais graves. Um sacerdote amigo, o Pe. Elmiram Ferreira, animou o jovem recém-casado e a esposa, Fernanda Nascimento Rocha, a rezar pedindo a intercessão de Madre Teresa. Em 9 de dezembro de 2008 ele acordou com uma dor de cabeça insuportável, sem conseguir falar, e foi levado para uma cirurgia como último recurso; enquanto isso, a esposa pôs a relíquia na cabeça dele e rezou a oração de beatificação.
"Vi que os abscessos se reduziram bastante, assim como a hidrocefalia", contou Marcilio à ACI Digital. "Os abscessos foram reduzidos em 70% e a hidrocefalia havia desaparecido" — e, segundo ele, três dias depois os abscessos já tinham desaparecido, restando apenas as cicatrizes. Em setembro de 2015 a Congregação para as Causas dos Santos aceitou as conclusões da comissão médica e apresentou o relatório ao Papa Francisco; em 18 de dezembro, o Santo Padre reconheceu oficialmente o milagre necessário para a canonização.
São João Paulo II a colocou no álbum dos bem-aventurados em 19 de outubro de 2003. O Papa Francisco a canonizou em 4 de setembro de 2016, numa Praça São Pedro repleta de fiéis dos cinco continentes, em pleno Jubileu da Misericórdia; na homilia, chamou-a de "generosa dispensadora" da misericórdia divina, "disponível através do acolhimento e da defesa da vida humana, dos não nascidos e dos abandonados e descartados". Em 11 de fevereiro de 2025, o Dicastério para o Culto Divino e a Disciplina dos Sacramentos publicou o decreto pelo qual Francisco determinou que o nome de Santa Teresa de Calcutá fosse inscrito no Calendário Romano Geral e que a memória facultativa dela fosse "celebrada por todos no dia 5 de setembro" — o dia da morte.
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um pequeno lápis nas mãos do Senhor
— Santa Teresa de Calcutá
Vatican News — Santa Madre Teresa de Calcutá (santo do dia, 5 de setembro)
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A vida das crianças e dos adultos é sempre a mesma vida. Toda existência é a vida de Deus em nós
— Santa Teresa de Calcutá
Vatican News — Santa Madre Teresa de Calcutá (santo do dia, 5 de setembro)
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Talvez eu não saiba falar a sua língua, mas posso sorrir
— Santa Teresa de Calcutá
Vatican News — Santa Madre Teresa de Calcutá (santo do dia, 5 de setembro)
Uma religiosa nascida numa família albanesa, em Skopje, que passou a vida em Calcutá, na Índia. O Martirológio Romano a registra como a virgem que "apagou a sede de Cristo abandonado na cruz" servindo os mais pobres e que fundou as Congregações das Missionárias e dos Missionários da Caridade.
Porque é o dia da morte dela, em 1997. Em 11 de fevereiro de 2025, o Dicastério para o Culto Divino e a Disciplina dos Sacramentos publicou o decreto pelo qual o Papa Francisco inscreveu o nome dela no Calendário Romano Geral, com memória facultativa celebrada por todos no dia 5 de setembro.
Foi beatificada por São João Paulo II em 19 de outubro de 2003 e canonizada pelo Papa Francisco em 4 de setembro de 2016, na Praça São Pedro, em pleno Jubileu da Misericórdia, segundo o Vatican News.
Foi o que ela viveu em 10 de setembro de 1946. Segundo o Vatican News, naquele dia Jesus lhe revelou a tristeza pela indiferença e o desprezo dos pobres e lhe pediu que fosse o reflexo da sua Misericórdia: "Venha, seja minha luz. Não posso caminhar sozinho".
Sim. Segundo a ACI Digital, o brasileiro Marcilio Haddad Andrino, nascido em Santos, foi curado inexplicavelmente em dezembro de 2008 de oito abscessos cerebrais depois que a esposa rezou pedindo a intercessão de Madre Teresa. O Papa Francisco reconheceu o milagre em 18 de dezembro.
Gonxha Agnes, segundo o Vatican News. O Martirológio Romano a registra como Santa Teresa (Inês Gonhxa Bojaxhiu). O nome de Maria Teresa ela recebeu em setembro de 1928, ao entrar para o Instituto da Bem-aventurada Virgem Maria, em Dublin.
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