Santa Helena, mãe do imperador Constantino
Festa em 18 de agosto.
Quem foi
O elogio que o Martirológio Romano dedica a este dia é sóbrio e vale ler com atenção: em Roma, junto à Via Labicana, Santa Helena, mãe do imperador Constantino, que se empenhou generosamente em ajudar os pobres e frequentava a igreja anonimamente integrada na multidão dos fiéis; fez a peregrinação a Jerusalém, para encontrar os lugares do Nascimento, Paixão e Ressurreição de Cristo e honrou com veneráveis basílicas o presépio e a cruz do Senhor († c. 329). Repare no que a fonte diz e no que ela não diz: Helena peregrina para encontrar os lugares e ergue basílicas, e o elogio para aí.
De estalajadeira a Augusta
O Vatican News acrescenta a biografia. De família plebeia e pagã, Helena nasceu em meados do século III, provavelmente em Drepamin, na Bitínia, cidade que mais tarde recebeu o nome de Helenópolis em sua honra; ali, segundo Santo Ambrósio, exercia o cargo de estabulária, ou seja, a estalajadeira encarregada dos estábulos. Em 280, em Naisso, deu à luz Constantino; em 293, Diocleciano e Maximiano obrigaram o marido, Constâncio Cloro, a divorciar-se dela. Quando o filho se tornou imperador, chamou-a de volta e a condecorou com o título de Augusta, e ela usou o acesso ao tesouro imperial em esmolas e na libertação de pessoas das prisões, das minas e do exílio.
A modéstia, e a peregrinação
Sobre a modéstia que o Martirológio registra, a mesma fonte é cautelosa: dizem que Helena participava das celebrações religiosas, usando roupas modestas, para se confundir com a multidão. Aos 78 anos fez uma peregrinação penitencial à Terra Santa, onde mandou construir as basílicas da Natividade, em Belém, e da Ascensão, no Monte das Oliveiras.
A Cruz: o que cada fonte diz
Quanto à Cruz, as fontes falam em registros diferentes, e vale guardar cada uma como ela é: o Vatican News narra que no Gólgota aconteceu uma prodigiosa descoberta da verdadeira Cruz, ao passo que a CNBB, explicando a origem da festa da Exaltação da Santa Cruz, escreve que Santa Helena teria trazido a cruz encontrada em Jerusalém e, em Roma, a introduzido solenemente nas basílicas constantinianas. Um outro artigo da CNBB situa o episódio em 13 de setembro de 326, no Calvário, por indicação de um habitante de Jerusalém.
Morte e culto
Ela morreu em 329, aos 80 anos, e o corpo foi levado para a Via Labicana, em Roma. O Vatican News registra que o culto se espalhou no Oriente e no Ocidente, onde ela é celebrada respectivamente em 21 de maio e em 18 de agosto, associada iconograficamente ao símbolo da Cruz.
- Nascimento:
- Meados do século III; o Vatican News diz que nasceu provavelmente em Drepamin, na Bitínia (hoje Turquia)
- Morte:
- 329, em lugar não identificado, segundo o Vatican News; o Martirológio Romano registra c. 329
Padroado
- A devoção à Santa Cruz
Perguntas frequentes
Santa Helena encontrou mesmo a Cruz de Cristo?
As fontes não falam todas no mesmo tom. O Martirológio Romano diz apenas que ela fez a peregrinação a Jerusalém para encontrar os lugares do Nascimento, Paixão e Ressurreição de Cristo e honrou com veneráveis basílicas o presépio e a cruz do Senhor. O Vatican News narra que no Gólgota aconteceu uma prodigiosa descoberta da verdadeira Cruz, e a CNBB, ao explicar a festa da Exaltação da Santa Cruz, escreve que Santa Helena teria trazido a cruz encontrada em Jerusalém.
Quando se celebra a festa de Santa Helena?
Em 18 de agosto no Ocidente. Segundo o Vatican News, o culto se espalhou no Oriente e no Ocidente, onde ela é celebrada respectivamente em 21 de maio e em 18 de agosto.
Qual era a relação de Santa Helena com o imperador Constantino?
Ela era a mãe dele. O Martirológio Romano a identifica assim, e o Vatican News conta que em 280, em Naisso, ela deu à luz Constantino e que, quando o filho se tornou imperador, mandou chamá-la de volta e a condecorou com o título de Augusta.
Que basílicas Santa Helena mandou construir?
Segundo o Vatican News, na peregrinação à Terra Santa ela mandou construir duas basílicas, a da Natividade, em Belém, e a da Ascensão, no Monte das Oliveiras; a iniciativa inspirou Constantino a construir também a Basílica da Ressurreição.
Santa Helena é padroeira de quê?
As fontes citadas aqui — o Martirológio Romano, o Vatican News e a CNBB — não lhe atribuem um padroado formal. O que registram é a associação com a Cruz: o Vatican News diz que ela é associada iconograficamente ao símbolo da Cruz, e é por esse laço que a devoção a invoca.
Fontes
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